quinta-feira, 15 de março de 2012

A CASA QUEIMADA

Um certo homem saiu em uma viagem de avião. Era um homem temente a Deus,e sabia que Deus o protegeria. Durante a viagem, quando sobrevoavam o mar um dos motores falhou e o piloto teve que fazer um pouso forçado no oceano. Quase todos morreram, mas o homem conseguiu agarrar-se a alguma coisa que o conservasse em cima da água. Ficou boiando à deriva durante muito tempo até que chegou a uma ilha não habitada.
Ao chegar à praia, cansado, porém vivo, agradeceu a Deus por este livramento maravilhoso da morte. Ele conseguiu se alimentar de peixes e ervas. Conseguiu derrubar algumas árvores e com muito esforço conseguiu construir uma casinha para ele. Não era bem uma casa, mas um abrigo tosco, com paus e folhas. Porém significava proteção. Ele ficou todo satisfeito e mais uma vez agradeceu a Deus, porque agora podia dormir sem medo dos animais selvagens que talvez pudessem existir na ilha.
Um dia, ele estava pescando e quando terminou, havia apanhado muitos peixes. Assim com comida abundante, estava satisfeito com o resultado da pesca. Porém, ao voltar-se na direção de sua casa, qual tamanha não foi sua decepção, ao ver sua casa toda incendiada. Ele se sentou em uma pedra chorando e dizendo em prantos:
"Deus! Como é que o Senhor podia deixar isto acontecer comigo? O Senhor sabe que eu preciso muito desta casa para poder me abrigar, e o Senhor deixou minha casa se queimar todinha. Deus, o Senhor não tem compaixão de mim?"
Neste mesmo momento uma mão pousou no seu ombro e ele ouviu uma voz dizendo: "Vamos, rapaz?"
Ele se virou para ver quem estava falando com ele, e qual não foi sua surpresa quando viu em sua frente um marinheiro todo fardado e dizendo: "Vamos, rapaz. Nós viemos te buscar."
"Mas como é possível? Como vocês souberam que eu estava aqui?"
"Ora, amigo! Vimos os seus sinais de fumaça pedindo socorro. O capitão ordenou que o navio parasse e me mandou vir lhe buscar naquele barco ali adiante."
Os dois entraram no barco e assim o homem foi para o navio que o levaria em segurança de volta para os seus queridos.
Quantas vezes "nossa casa se queima" e nós gritamos como aquele homem gritou? Na Bíblia, em Romanos 8:28 lemos que todas as coisa contribuem para o bem daqueles que amam a Deus. Às vezes, é muito difícil aceitar isto, mas é assim mesmo.
É preciso acreditar e confiar!

quinta-feira, 8 de março de 2012

O Caminho

Um dia, um bezerro precisou atravessar a floresta virgem para voltar a seu pasto. Sendo animal irracional, abriu uma trilha tortuosa, cheia de curvas, subindo e descendo colinas...
No dia seguinte, um cão que passava por ali, usou essa mesma trilha torta para atravessar a floresta. Depois foi a vez de um carneiro, líder de um rebanho, que fez seus companheiros seguirem pela trilha torta.
Mais tarde, os homens começaram a usar esse caminho: entravam e saíam, viravam à direita, à esquerda, abaixando-se, desviando-se de obstáculos, reclamando e praguejando, até com um pouco de razão... Mas não faziam nada para mudar a trilha.
Depois de tanto uso, esta acabou virando uma estradinha onde os pobres animais se cansavam sob cargas pesadas, sendo obrigados a percorrer em três horas uma distância que poderia ser vencida em, no máximo, uma hora, caso a trilha não tivesse sido aberta por um bezerro.
Muitos anos se passaram e a estradinha tornou-se a rua principal de um vilarejo, e posteriormente a avenida principal de uma cidade.
Logo, a avenida transformou-se no centro de uma grande metrópole, e por ela passaram a transitar diariamente milhares de pessoas, seguindo a mesma trilha torta feita pelo bezerro... Centenas de anos antes...
Os homens têm a tendência de seguir como cegos pelas trilhas de bezerros de nossa mente, e se esforçam de sol a sol a repetir o que os outros já fizeram.
Contudo, a velha e sábia floresta ria daquelas pessoas que percorriam aquela trilha, como se fosse um caminho único... Sem se atrever a mudá-lo.

A propósito, qual é o seu caminho???

segunda-feira, 5 de março de 2012

A Tese do Coelho

Num lindo dia ensolarado o coelho sai de sua toca com seu laptop e poe-se a trabalhar, bem concentrado.
Pouco depois passa por ali uma raposa e vê o coelhinho suculento tão distraído com seu trabalho.
No entanto ela fica intrigada com o coelho trabalhando tao arduamente.
Então a raposa aproxima-se do coelho e pergunta:
- Coelhinho, o que você está fazendo tão concentrado?
- Estou redigindo a minha tese de doutorado - diz o coelho sem tirar os olhos do laptop.
- Mmm... e qual é o tema da sua tese?
- Ah! É uma teoria provando que os coelhos são os verdadeiros predadores de raposas.
A raposa fica indignada:
- Oras! Isso é ridículo! Nos é que somos os predadores dos coelhos!
- Absolutamente! Venha comigo à minha toca e eu te mostro a minha prova experimental.
O coelho e a raposa entram na toca. Poucos instantes depois ouve-se alguns ruídos indecifráveis, alguns poucos grunhidos e depois silêncio.
Em seguida o coelho volta, sozinho, e mais uma vez retoma os trabalhos da sua tese como se nada tivesse ocorrido.
Meia hora depois passa um lobo.
Ao ver o apetitoso coelhinho tão distraído agradece mentalmente à cadeia-alimentar por estar com o seu jantar garantido.
No entanto, o lobo também acha muito curioso um coelho trabalhando tão concentrado.
O lobo então resolve saber do que se trata aquilo tudo antes de devorar o coelhinho:
- Olá jovem coelhinho. O que o faz trabalhar tão arduamente?
- Minha tese de doutorado, seu lobo. É uma teoria que venho desenvolvendo há muito e prova que nos, coelhos, somos os grandes predadores naturais de vários animais carnívoros, inclusive dos lobos.
O lobo não se contem e farfalha em risos da petulância do coelhinho.
- Ah ah ah ah!! Coelhinho! Apetitoso coelhinho! Isto é um despropósito. Nós os lobos é que somos os genuínos predadores naturais dos coelhos, aliás...
- Desculpe-me, mas se você quiser eu posso te apresentar a minha prova experimental. Você gostaria de acompanhar-me à minha toca?
O lobo não consegue acreditar na sua boa sorte.
Ambos desaparecem toca adentro.
Alguns instantes depois ouvem-se uivos desesperados, agonizantes, ruídos de mastigação e... silêncio.
Mais uma vez o coelho retorna sozinho, intacto, e volta ao árduo trabalho de redação da sua tese de doutorado, como se nada tivesse acontecido...
Dentro da toca do coelho vê-se uma enorme pilha de ossos ensanguentados e pelancas de diversas
ex-raposas e, ao lado desta, outra pilha ainda maior de ossos e restos mortais daquilo que um dia foram lobos. Ao centro das duas ilhas de ossos vê-se um enorme Leão, satisfeito, bem alimentado, sonolento, a palitar os dentes.

MORAL DA HISTORIA:

Não importa quão absurdo é o seu tema de tese.
Não importa se você não tem o mínimo fundamento científico.
Não importa se os seus experimentos nunca provam a sua teoria.
Não importa nem mesmo se as suas idéias vão contra o mais
óbvio do bom
senso.
O que importa e 'QUEM É' O SEU ORIENTADOR!!!

quinta-feira, 1 de março de 2012

O Rei e o Camponês

Em tempos bem antigos, um rei, preocupado com a capacidade de tomar decisões e a iniciativa de resolver problemas de seu povo, resolveu testar seus súditos.
Sabe-se que naqueles tempos havia muitas guerras, e a sobrevivência do reino dependia, também, da habilidade de seus súditos e a rapidez para resolver problemas.
Mas ele se perguntava: como iria fazê-lo?
Se soubessem o que pretendia, todos se esforçariam ao máximo para agradá-lo e não era isso que ele queria.
Então teve uma idéia.
Colocou uma enorme pedra no meio de uma estrada que dava ao reino, e que era muito utilizada pelos moradores do reinado.
Dessa forma, testaria o comportamento de seus súditos diante de algum problema e veria como as pessoas resolveriam o mesmo.
Assim, ele se escondeu atrás de umas árvores e ficou observando para ver se alguém tiraria a imensa pedra do caminho, deixando livre a estrada para o reinado e a passagem para outros viajantes.
Alguns mercadores e homens muito ricos do reino passaram por ali e simplesmente deram a volta pela pedra.
Alguns até esbravejaram contra o rei dizendo que ele não mantinha as estradas limpas, mas nenhum deles tentou sequer mover a pedra do lugar.
Assim foi o dia inteiro.
Já no cair da tarde, ao fim de um longo dia, passa um camponês com uma boa carga de vegetais.
Ao se aproximar da imensa pedra, ele pôs de lado a sua carga e tentou remover a mesma dali.
Após muita força e suor, ele finalmente conseguiu deslocar a pedra para o lado da estrada.
Ele, então, voltou a pegar a sua carga de vegetais, mas notou que havia uma bolsa no local onde estava a pedra.
Achou estranho, pegou a bolsa e quando abriu, surpresa: a bolsa continha muitas moedas de ouro e prata.O rei saiu de seu esconderijo e veio parabenizar o passante.
Mais surpreso ainda por estar diante de Sua Majestade, inclinou-se rapidamente diante do rei.
O soberano pediu que se levantasse e disse-lhe:
“Muitos foram os que passaram por aqui hoje, mas você tomou uma atitude diante do problema. Por isso, todas essas moedas são suas, justamente. Todo obstáculo contém uma oportunidade para melhorarmos nossa condição. E você, mais que ninguém, aprendeu essa valiosa lição.”

Não devemos deixar para os outros os problemas que surgem em nosso caminho, se podemos resolvê-los. Muitas vezes desviamos do nosso trajeto para não encarar a realidade, com isso não só passamos os problemas para os outros, por não termos assumido a nossa parte da responsabilidade, como também podemos estar nos privando de muitas coisas boas; no mínimo, a satisfação de ter realizado um grande feito ou prazer do dever cumprido.

“Os jovens, rapazes e moças, são convidados a consagrar a Deus a força de sua juventude, a fim de que pelo exercício de suas faculdades, mediante a vivacidade de pensamento e poder de ação, possam glorifica-lo e levar salvação a seus semelhantes.”

Ellen G. White – Obreiros Evangélicos, 67