Eu errei
_ Ah, mas foi só uma pequena mentira.
Mas você mentiu.
_ Ah, mas foi o cobrador que me deu troco a mais.
Mas você roubou.
Eu errei.
Minha consciência me cutuca.
_ Você não procedeu bem.
_ Você prejudicou.
Seu humor agora acaba de se alterar.
A sua alegria mixou.
Ninguém aprova o que está errado.
Mas o erro também é útil.
Primeiro, porque o que é certo se tronou mais evidente ainda.
Ficou mais fácil de ver o rumo certo a ser seguido agora.
Segundo, porque o erro me torna consciente de minha humanidade.
Afinal, errar é humano.
Sendo assim, eu me igualo aos outros.
É uma boa lição de humildade.
Terceiro, porque o erro me mostra o quão prejudicial é o errar.
Portanto, da próxima vez, eu pensarei duas vezes para não cometer mais erros.
Principalmente se for um erro premeditado.
Mas, apesar de tudo isso, o meu bom humor ainda não retornou.
É porque eu estava esquecendo o principal.
_ Perdão, senhor. Eu errei. Desculpe-me.
Sem confissão não há regeneração.
Sem regeneração, o seu humor continua sendo mau mesmo.
A escolha é sua.
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